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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
Desde Março de 2001 Thais Paraguassú defende o pavilhão da nossa querida escola.
Desde junho de 2008 Thais vem formando par com Robinson, Mestre-Sala renovado no mundo do samba.
Em 2009 nosso casal veio representando “O OURO PRETO”, com uma apresentação linda e de grande repercussão.
HISTÓRIA
Uma das funções de maior destaque e importância dentro de uma escola de samba é o casal de mestre sala e porta bandeira.
Segundo a história, nos cortejos da Rainha e do Rei do Congo, um negro sem camisa e descalço carregava um mastro com um pano colorido na ponta, era o Porta Estandarte do cortejo real. Nas festas do Imperador do Divino, que se apresentava nos domingos de Páscoa o Imperador eleito saía pelas ruas com uma corte numerosa tendo a frente o "Alferes da Bandeira" carregando o pavilhão do Divino, e o estandarte era respeitosamente beijado, como fazemos hoje com as bandeiras das Escolas de Samba. Acredita-se que este seja os primórdios dos atuais Mestre-Sala e Porta-Bandeira.
O Baliza e atual Mestre-Sala era uma das figuras de maior destaque nos Ranchos carnavalescos. Os Blocos e os Ranchos desfilavam com Porta Estandarte e Baliza que tinha que dançar e ficar atento a qualquer movimento, já que qualquer distração poderia ser fatal e terminar com sua carreira. Perder a porta Estandarte e o Pavilhão para o Baliza da agremiação rival, era a maior humilhação, o pavilhão só seria recuperado no ano seguinte quando tinha que ir buscar no local de ensaio do bloco que o pegou, obviamente nestas ocasiões havia grande confusão ao som dos gritos de "Enrola o pano" ou seja enrola o Pavilhão. O saudoso Juvenal Lopes que foi Presidente na Mangueira, era no início da década de 30, o Baliza da Deixa falar. Foi o velho Maça quem introduziu e primeiro desfilou como Mestre-Sala nas Escolas de Samba, aprendeu com o famoso Hilário Jovino Ferreira, o Laiu de Ouro, com o Getúlio Marinho e Teodoro, ases na coreografia elegante, cheia de arabescos com que conduziam a Porta-Estandarte. Com um lenço branco nas mãos ou um leque que os balizas usavam nos Ranchos e Blocos, os personagens sugeriam figuras buscadas na Corte Real e a coreografia era séria de elegância e finura. A primeira escola de samba a trazer um casal no carnaval paulistano foi a Unidos do Peruche, na década de 50.
O mestre-sala e a porta-bandeira ostentam o Pavilhão da escola usando fantasias luxuosas que podem pesar até quarenta quilos, somente o casal oficial é julgado.
Temos uma escola de mestres salas e porta bandeiras – AMESPBEESP- que tenta fazer com que a raiz desta dança não se acabe.
Atualmente, julga-se neste quesito o total entrosamento do par, os giros no sentido horário e anti-horário, o cortejo do mestre sala.
A porta-bandeira é a figura mais representativa de uma escola de samba: a ela cabe a honra de conduzir o pavilhão da entidade. Ela deve mostrar garbo, graça, elegância na postura e na dança, apresentando-se com desenvoltura, deve conduzir o Pavilhão sempre desfraldado, sem enrolar no mastro ou bater no mestre sala. A porta-bandeira jamais se curva a qualquer pessoa, uma vez que ela ostenta o ponto máximo da escola que é o seu pavilhão. O seu bailado tem características próprias que são movimentos giratórios em torno de seu próprio eixo, no sentido horário e anti-horário.
O mestre-sala é o guardião do pavilhão. Tem a finalidade de chamar a atenção para o pavilhão. Todo o seu trabalho deve se voltar para a porta-bandeira. Jamais colocar os joelhos no chão ou ficar de costas para a sua dama.
O casal executa um bailado próprio no ritmo do samba (não devendo nunca sambar); fazem constantemente movimentos ensaiados, tem variedades de passos e entendem-se a um simples olhar nunca se comunicando verbalmente.
NÃO É PERMITIDO AO MESTRE-SALA
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Colocar o joelho ou mão no chão;
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Formas bruscas de tocar no pavilhão;
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Gestos vulgares, comunicação verbal;
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Permanecer excessivamente de costas para a porta-bandeira.
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Deixar o Pavilhão bater em seu rosto.
NÃO É PERMITIDO A PORTA-BANDEIRA
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Deixar o pavilhão enrolar no seu corpo, ou no próprio mastro;
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Choque corporal com o mestre-sala;
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Gestos vulgares, comunicação verbal;
O QUE É JULGADO
- A exibição da dança do casal, considerando que não sambam, e sim executam um bailado no ritmo do samba, com passos e características próprias, com reverências e giros, observando-se a criatividade do casal com respeito à manutenção das tradições.
- A harmonia, a graça, leveza e majestade do par. Devem apresentar uma seqüência de movimentos coordenados, deixando evidenciada a integração do casal;
- Que a função do mestre-sala é cortejar e apresentar a porta-bandeira, bem como proteger e apresentar o pavilhão da agremiação, devendo desenvolver gestos e posturas elegantes e corteses, que demonstrem reverência à porta bandeira;
- O julgador deste quesito deve ater-se somente à exibição do casal.
- Quanto à fantasia do casal, deverá observar somente a sua funcionalidade: se a mesma permite, ao casal, executar perfeitamente os passos, gestos, ou seja, o bailado exigido.
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